Qual o impacto da reforma da previdência no mercado imobiliário?

reforma da previdência
4 minutos para ler

A reforma da previdência deve impactar positivamente em praticamente todos os segmentos da economia brasileira. O mercado imobiliário é um dos que mais deve sentir esse efeito, pois está diretamente atrelado à política de juros do Banco Central.

Apesar de ser rejeitada por parte da sociedade, essa medida deve estimular o crescimento econômico nos próximos anos. Contudo, como isso impactará no mercado imobiliário, de fato? No post de hoje, pretendo esclarecer essa dúvida. Acompanhe!

Por que a reforma da previdência foi tão importante?

Fatores como corrupção e ineficiência da máquina estatal fazem com que o Governo gaste mais do que arrecade, gerando um crescente déficit público. Uma dessas ineficiências é justamente o sistema do INSS.

O número de beneficiários é maior a cada ano e a arrecadação não aumenta na mesma proporção. Considerando que a expectativa de vida do brasileiro segue se elevando e a taxa de natalidade caindo, o sistema se tornou insustentável e entraria em colapso em algum momento, falindo.

Ou seja, temos mais beneficiários do que contribuintes, o que desequilibra a balança despesas versus arrecadação. Nesse cenário, teríamos uma reforma da previdência ou ninguém poderia mais contar com os benefícios do INSS, como aposentadoria por idade. Já imaginou envelhecer sem renda depois de contribuir por anos?

Para impedir que isso aconteça, a reforma impõe certos esforços a sociedade, mas consegue restabelecer o equilíbrio da balança e garantir que todos tenham acesso ao benefício quando chegar a hora, fomentando o desenvolvimento da economia paralelamente.

Como a reforma da previdência deve impactar o mercado imobiliário?

A redução de gastos do governo, principalmente com o déficit do INSS, deve ajudar no controle da inflação e abrir caminho para uma redução de juros. Isso quer dizer que o financiamento da construção e da compra de imóveis deve ficar mais barato no Brasil.

Os cortes recentes da Selic já refletem a decisão do congresso. Afinal, vemos a taxa no patamar mais baixo da história e a inflação dentro do esperado pelos economistas. Esses dados melhoraram a confiança dos bancos, que já reduzem suas taxas de financiamento imobiliário.

Do outro lado, os investidores veem grande oportunidade para comprar e construir imóveis, gerando empregos e fazendo o dinheiro circular. Desse modo, a roda da economia volta a girar e o risco Brasil é reduzido.

Portanto, quem deseja viver de aluguel, tem agora um momento favorável para financiar a compra ou construção, pois a renda obtida pode cobrir a parcela do financiamento, ou grande parte dela.

Qual é a expectativa do setor com a aprovação da reforma?

Antes da reforma da previdência, a crise econômica assolava o país. Diante de incertezas e baixa confiança do consumidor, as pessoas estavam adiando a decisão de compra, mantendo o dinheiro em aplicações de alta liquidez e pouco retorno, como a poupança.

Agora, com a aprovação do texto base pelo congresso, além dos resultados já apresentados com a reforma, os investidores preveem novos cortes na taxa Selic e inflação com pouca alteração para 2020. Um cenário muito favorável para a recuperação da economia e crescimento do mercado imobiliário brasileiro nos próximos anos.

De olho nessa expectativa, muitas incorporadoras, construtoras e imobiliárias buscam por terrenos para a construção e lançamento de novas unidades a preços mais acessíveis.

Até aqueles que não eram favoráveis à reforma da previdência, agora podem se beneficiar dela, pois dá para adquirir imóveis com condições bem mais facilitadas. Sendo assim, a longo prazo, poderão ter uma moradia própria e outros imóveis para alugar, complementando a aposentadoria. É com esse pensamento que muitos passaram a apoiar a reforma.

Quer saber mais sobre o assunto? Siga a Desenrola no Facebook e Instagram agora mesmo para ter acesso a conteúdos exclusivos!

Você também pode gostar

Deixe um comentário