Mercado imobiliário: quais as expectativas para 2022?

mercado imobiliário 2022
5 minutos para ler

No início de 2020, o mercado imobiliário tinha altas expectativas de começar uma era promissora marcada pelo crescimento. Afinal, o momento era de baixas taxas e inflação.  No entanto, a chegada e expansão global da pandemia do coronavírus impôs mudanças significativas no setor. Apesar disso, na contramão da economia desacelerada, o mercado se manteve resiliente.

A crise sanitária não impediu as pessoas buscarem novas moradias ou de realizarem o sonho da casa própria. Pelo contrário, o próprio caráter da pandemia despertou a necessidade e vontade de mudança na moradia. Por estarmos inseridos em uma nova realidade, onde o home office e estudo à distância se tornaram comuns, cresceu a procura por espaços que se adaptem a esse novo momento. Com o crescimento de exigências diferenciadas, o mercado precisou acompanhar o momento. Pensando nisso, listamos algumas tendências e expectativas para o setor em 2022. Acompanhe abaixo:

Ambientes adaptáveis e espaçosos

O isolamento social gerou a precisão de buscar características específicas nas moradias, como espaços para trabalhar remotamente, com área delivery, jardins, varandas e destinados ao lazer – ainda que dentro de locais fechados, como as áreas comuns de condomínios.

A mudança de rotina mudou as configurações de busca por imóveis. De acordo uma pesquisa realizada pelo DataZap+, 62% dos entrevistados apontaram como relevante um imóvel com ambientes bem divididos. Por outro lado, 45% disseram que era importante ou muito importante morar em uma casa. A expectativa é que para 2022, imóveis espaçosos continuem sendo valorizados, em especial, os que possuem ambientes adaptáveis conforme a necessidade dos moradores. Falando sobre o mercado comercial, a tendência é que ocorra o movimento reverso. Escritórios menores e com foco em sistema híbrido.

Mais sustentabilidade

Outro tema que tinha tudo para virar tendência – e virou – são os imóveis sustentáveis. A preocupação com o meio ambiente trouxe à tona soluções diversas que busquem equilibrar e reduzir o impacto na natureza. Com a pauta ganhando cada vez mais notoriedade, tais moradias se mostram hipervalorizadas em função da qualidade de vida agregada. Para isso, as construções precisam de uma Certificação denominada Leadership in Energy and Environmental Design, ou em português, Liderança em Energia e Design Ambiental.

A LEED mostra que o investimento imobiliário cumpre com uma série de requisitos, como áreas arborizadas, ambientes arejados e iluminados, dispensa do uso de ar-condicionado, bem-estar e que estejam localizados em locais estratégicos que favoreçam o uso de transporte coletivo ou de fácil mobilidade, como metrôs e ciclofaixas.

Ainda falando sobre 2022, outro movimento que tende a crescer, é a procura por regiões universitárias. Com a retomada das aulas presenciais, a promessa é que seja uma alta temporada. Afinal, as casas e apês que estão desocupados, serão captados novamente pelos estudantes.

Processos menos burocráticos e mais digitalizados

Com a adoção de novas tecnologias e rápida digitalização no mercado, o cenário se mostra bem otimista. Ainda que a alta da Selic signifique um pé no freio para quem quer financiar ou investir em imóvel. No entanto, ficará mais atrativo e vantajoso alugar, ao passo que a locação digital se mostra um processo cada vez mais ágil.

De maneira idêntica, confinamento acentuou a necessidade de uma rápida digitalização nos processos de compra e aluguel de imóveis. O uso de inteligência artificial, anúncios cada vez mais elaborados, chatsbots, descrições completas, fotos em alta qualidade e atendimento ágil e on-line têm ajudado na tomada de decisão de quem busca por um novo cantinho.

Se antes era necessário fazer o deslocamento até a imobiliário, hoje é possível encontrar a nova casa ou apê na palma da mão. Em poucos cliques, fica fácil achar o imóvel dos sonhos. O que antes exigia idas e vindas, autorizações, fiadores e dores cabeça, pode ser conquistado rápido e online.

Isso faz com que o mercado imobiliário seja um dos poucos a continuar otimista para o próximo ano. De acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as vendas de imóveis obtiveram um aumento de 27,1% apenas no primeiro semestre de 2021 quando comparados com o do mesmo período em 2020. As expectativas para este ano é que o Valor Geral de Vendas (VGV), estimativa do potencial de receita que um empreendimento ou negócio pode obter, aumente aproximadamente 12%, resultando em R$99 bilhões no país.

Contudo, parte dessas expectativas vêm das baixas taxas de juros. Afinal, este foi um dos fatores que estimularam a concessão de crédito para financiamento. Apesar do recente aumento do da taxa Selic, índice utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação, o empréstimo imobiliário segue baixo, historicamente falando. A estimativa é da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).

Gostou do conteúdo? Para acompanhar mais, siga a Desenrola no Instagram e Facebook.

Você também pode gostar

Deixe um comentário